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Nova geração dos games

outubro 2, 2009

O correspondente Roberto Kovalick testou jogos que ainda não foram lançados e até o famoso projeto de um videogame sem controles. Parece cinema, mas é videogame. Parece real, mas tudo foi criado em computadores. No Tokyo Game Show, os japoneses conheceram jogos que vão chegar às lojas no Natal ou só no ano que vem. Se você ainda acha que isso é brincadeira de criança é bom rever seus conceitos. A indústria dos jogos eletrônicos já fatura mais do que a do cinema e, no ano passado, um jogo de videogame arrecadou mais do que qualquer produto de entretenimento no dia de lançamento. Na guerra pelos aficionados, a Sony apresentou sua arma: a nova versão do portátil PSP. Mais caro que o antigo e com poucas inovações, além conexão via bluetooth, o que dá para destacar é o tamanho. “Esse aqui, como ele é pequeno, ele é mais leve e como é mais leve cabe até no bolso”. Mas a grande aposta da indústria não são videogames grande ou pequenos. A revolução está na forma de jogar. Uma empresa diz ter inventado um jogo comandado apenas pelo poder do pensamento. “É simples, eu me concentro. Nesse caso eu estou me concentrando em mover a bola. Pensa uma coisa: mover a bola”. Parece fácil, mas não é. O repórter bem que se esforçou, mas o resultado não foi muito animador. Não deu certo. Só conseguiu girar a bolinha um pouquinho. A aplicação comercial dessa experiência maluca chega ao mercado japonês neste mês. São as aventuras do ‘Neuro Boy’. O enredo é um tanto contraditório: o jogador relaxa e o bonequinho sai quebrando tudo. O jogo é baseado em três sensores que ficam presos a cabeça.

Eles captam os impulsos elétricos gerados pelo cérebro. “Nos primeiros quatro segundos a máquina detecta o estado normal do seu cérebro. Depois disso vai perceber quando há mais ou menos atenção”, explica o Diretor Administrativo da Neuro Sky, Kikuto Ito Com a revolução dos equipamentos os jogos estão ficando mais acessíveis. Aqueles botões e controles complicados que levavam tempo para entender como funcionavam são coisas do passado. No futuro bastará o corpo humano para controlar um jogo. E esse futuro já está atrás dessas paredes, por enquanto bem guardado. É o projeto ‘Natal’, que ainda não há previsão do quando vai ser lançado. Os primeiros vídeos de divulgação da nova tecnologia surpreenderam os gamemaníacos. Parecia algo inacreditável, mas, acredite, é verdade e nós testamos o Tokyo Game Show. Os comandos são intuitivos: as mãos se movimentam como se houvesse uma direção e o pé direito a frente dá a ordem para acelerar. Pé direito para trás, freia ou dá marcha ré. É fácil, mas alguns carros virtuais saíram amassados. No estúdio fechado, tudo é diversão e sigilo. Não fomos autorizados a gravar o sensor de movimentos, o grande salto tecnológico desenvolvido pela Microsoft para o console ‘Xbox’. Até agora, o que se sabe é que o sensor infravermelho faz um mapa tridimensional do ambiente onde está o videogame. Ele reconhece o jogador e os objetos em volta. Tudo isso, com profundidade de campo, ou seja, se a pessoa se move para frente ou para trás, o processador do console percebe. “Para muitas pessoas os controles são confusos, com muitos botões e alavancas. Sem o controle você pode jogar com os seus gestos, voz, de um jeito natural. Qualquer um poderá jogar, basta começar a se divertir, sem instruções”, conta o Diretor Criativo da Microsoft, Kudo Tsumoda. Na feira, a Microsoft apresentou dois jogos do projeto Natal. Mas o xodó dos apaixonados por jogos não foi a feira. ‘Milo’, o menino gerado por designers ingleses, continua sendo um grande mistério e o mais fantástico exemplo de onde o videogame pode chegar. O personagem interage a comandos de voz e surpreende ao convidar para uma pescaria. A imagem do jogador aparece na tela, e as mãos são capazes de mexer na água. Mais incrível do que isso, só imaginar que o projeto Natal é liderado por um brasileiro. Apaixonado pelo nordeste, o curitibano Alex Kipman, fez uma homenagem a capital potiguar ao dar nome ao trabalho e também aproveitou que Natal significa nascimento em latim. O nascimento de uma nova era no mundo dos games.

Problemas com o embed do video D:

Para ver o video da matéria, clique aqui!

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